Siderúrgicas brasileiras não farão trilhos do TAV

29/07/2010

O presidente do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, descartou nesta quarta-feira o surgimento de fabricantes de trilhos no país para atender à demanda que virá pela construção do trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto estimado em R$ 33,1 bilhões deve utilizar cerca de 400 mil toneladas de aço para os trilhos, segundo Lopes, uma escala considerada baixa para puxar nova produção no país.

“Várias empresas analisaram e não acharam econômico abastecer o país de trilhos só para essa demanda”, disse o executivo à Agência Reuters. Ele lembrou que no passado a Companhia Siderúrgica Nacional produzia trilhos no país, mas parou por falta de demanda em volume suficiente para justificar a produção. “Tudo se resume ao fato de ter planejamento”, disse.

O trem de alta velocidade, conhecido também por trem-bala, tem previsão de término em 2016 para atender às Olimpíadas no Rio de Janeiro, mas o governo acredita que poderá eventualmente ficar pronto a tempo da Copa do Mundo de futebol de 2014. O projeto contempla a criação de uma estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, que terá participação minoritária na concessionária do projeto.

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