Supervia terá contrato renovado, diz Agetransp
10/03/2010
O contrato de concessão da Supervia, empresa que opera os trens urbanos do Rio de Janeiro, deverá ser prorrogado, valendo por mais 25 anos além do contrato atual, que ainda tem mais 13 anos pela frente. A informação é da “Agência Rio”.
A prorrogação, por parte da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) pegou de surpresa os membros da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que participaram de uma audiência pública na terça-feira.
O deputado Marcelo Simão afirmou que a Agetransp não está “fazendo o seu papel”. “Não sei se por má vontade ou falta de capacidade. Eles alegam que não têm pessoal, mas isso não pode servir como desculpa para o não funcionamento da agência. Ainda recebemos o pedido de mais duas audiências públicas, uma para tratar somente da Agetransp e outra para verificar essa possível renovação do contrato de concessão com a Supervia”, criticou o presidente da Comissão de Transportes, deputado Marcelo Simão.
Durante a reunião, a Comissão exigiu que a agência envie um relatório completo com o número total de multas aplicadas à Supervia, o valor das cobranças e como será investido o dinheiro, além de uma proposta para melhoria na estrutura de fiscalização da agência.
Em sua defesa, a Supervia apresentou dados que mostram um crescimento no número de passageiros atendidos, uma pesquisa que aponta para uma maioria de usuários satisfeitos com o serviço e um índice quase insignificante de falhas e reclamações.
“Hoje nós transportamos 500 mil passageiros por dia. Antes da privatização esse número só chegava a 150 mil. O Ibope realizou uma pesquisa onde apenas 6% dos nossos clientes acreditam que outro modal de transporte seja mais rápido que os trens”, comentou o representante da Supervia, José Carlos Leitão.
Ainda de acordo com a concessionária, a projeção para 2023 aponta para investimentos de R$ 2,3 bilhões, principalmente para o crescimento da frota, que passaria de 160 para 231 trens em 13 anos. “Os números estão do nosso lado. Apenas 9% dos nossos passageiros não acham o transporte ferroviário seguro. Em relação ao atraso, 84% confiam no trem para chegar em seu destino no horário certo. Isso mostra que nossos clientes estão satisfeitos”, concluiu Leitão.
A deputada Cidinha Campos questionou a Agetransp sobre o fato de cães estarem sendo utilizados pela Supervia com o intuito de intimidar os passageiros. “Além de ser uma atitude condenada, pois mostra a relação de medo que os passageiros precisam enfrentar, é ilegal. Somente policiais autorizados podem utilizar cães como controle de segurança, além de necessariamente terem de estar em locais abertos e identificados”, disse Cidinha.


